sábado, 30 de julho de 2011

Incêndio no Chapéu de Palha

Esta foto é um registro histórico do incêndio que destruiu o Bar e Lanchonete Chapéu de Palha, que ficava localizado na esquina da rua Tenente Ribeiro com a Praça Da Matriz, onde hoje é a funerária.
Contam que em um dia de procissão, durante uma queima de fogos, a cobertura do local que era de palha, pegou fogo e ficou totalmente destruída.
O bar era o ponto de encontro da juventude, inclusive era uma espécie de boate, onde os jovens dançavam e se divertiam.
Depois do incêndio o bar foi reconstruído, porém com a cobertura de telhas. Durante muitos anos o "Chapéu de Palha" recebeu os jovens arcoenses nas noites de final de semana.

(se você conhece algo sobre esta história ou conhece alguém que tem outras informações sobre esta ou outras histórias de Arcos, envie para mim através do e-mail: jornalismo@portalarcos.com.br e ajude a contar a história de nossa gente) 

domingo, 24 de julho de 2011

Capela de São Julião


Localizada na região rural de Arcos, próximo ao lugar conhecido como "Piranhas", a construção marca uma fase importante da história de Arcos. Conforme registros históricos, no século XIX (dezenove), um documento paroquial marca uma reforma que a capela teria sofrido. 

Datado de 23/10/1898,  e assinado pelo vigário Carlos Frederico Braga descreve, nos seguintes termos "Tendo-se retocado interiamente uma pequena capela sita no antigo Cemitério intitulado São Julião pertencente a esta freguesia de cuja sede dista sete kilômentros mais ou menos, e atendendo a grande devoção de ha muito transmitida aos devotos atuais, venho impetrar-lhe humildimente se digne conceder-me faculdades para de novo benzê-la nos rituais romamos."   (Trecho do documento publicado no livro: História de Arcos - Lázaro Barreto)

sábado, 2 de julho de 2011

Matéria sobre a Fazenda Calciolândia

O Blog "Raridades do Bodock" tem a finalidade de resgatar a história daqueles que fazem a diferença nesta terra de riquezas e pessoas de visão.
Resgatamos para você uma matéria publicada em 2008, na revista "Dinheiro Rural" sobre o Dr Gabriel Andrade e a Fazenda Calciolândia.
Clique no link para ler...
Gabriel Andrade -Arcos MG

Danceteria Varanda

Esta é uma amostra de como era a vida noturna em Arcos, na década de 80. O vídeo foi gravado na antiga danceteria Varanda, localizado abaixo da Casa de Cultura. Veja o registro histórico.
 

Vídeo - Seresteiros de Arcos

Apresentação do Grupo de Seresteiros de Arcos na Praça Floriano Peixoto, em 2008.
Um registro histórico que vale a pena conferir - em três partes.
Blog "Nas trilhas do calcário" resgatando a história de Arcos!
   




Nas Trilhas de Arcos

Este vídeo é uma relíquia histórica, achada no Museu do Enéias, retrata a Arcos do início dos anos 80. O vídeo é um trabalho institucional da administração do Prefeito Paulo Marques de Oliveira.

AGRADECIMENTOS AO MUSEU DO ENÉIAS

Que venha o progresso no Novo Ano

O ano de 2001 promete muito em termos de progresso para nossa Arcos. Muito se fala em pré-sal, distribuição dos royalties do petróleo, mas, por aqui, o importante são os royalties do calcário. Sabe-se que o município de Arcos é privilegiado pelos recursos minerais que Deus nos proporcionou. Mas, trás aqui uma discussão necessária são os frutos advindos desta riqueza que são deixados aqui na cidade.

Quanto a isso, é preciso que as autoridades tenham consciência de que é preciso investir os recursos em novas alternativas de renda para a população. É preciso pensar avante, precisamos enxergar longe e trabalhar em prol das gerações futuras.

Estes recursos devem ser gastos em preservação ambiental, conservação e preservação da memória e do patrimônio histórico da cidade, etc.

O que precisamos é valorizar o que é nosso. O passado e o presente sendo valorizados de forma eficaz. Nossa memória é muito curta e as gerações precisam conhecer o passado para valorizar o futuro.

Quanto aos investimentos, Arcos se sente como uma criança em transformação. Muitas indústrias estão investindo alto na região. A CSN está construindo uma nova fábrica de clínquer e pretende construir uma unidade de cal. A Belocal está ampliando seus fornos.

Várias fábricas de cal estão se modernizando e outras ampliando. Tudo isto, tem aumentado o nível de emprego e trás desenvolvimento para a cidade.

Os frutos deste desenvolvimento trarão bons frutos e também alguns problemas para o município. Isto deve ser pensado de forma pró-ativa e as soluções devem estar previstas num grande projeto de modernização.

Uma cidade e sua vocação industrial


Falar da história de Arcos, sem falar de suas indústrias é impossível. Um dos fatos que marcaram a vida do povo Arcoense, na década de 60, foi a construção da fábrica de cimento da Lafarge, em 1959. A Lafarge foi uma das primeiras indústrias de grande porte a se instalar no município. Naquela época, a cidade não tinha nenhuma estrutura, por isto, este acontecimento marcou a vida das pessoas que aqui viviam.
Algumas pessoas contam que a chegada dos trabalhadores aqueceu a economia e o comércio da cidade. Movimentou pensões e mudou a rotina das pessoas.
Imaginem, uma cidade pequena e ainda jovem, no século passado, de repente recebe visitantes ilustres, de outros países, “os franceses”, como eram chamados os técnicos e engenheiros que vieram comandar a construção da fábrica de cimento.
A construção da Lafarge, em Arcos, teve início em meados de 1959. O projeto foi idealizado por um Coronel da Cidade de Divinópolis, Jovelino Rabelo. Ele já havia iniciado a construção da Laminação Pains, hoje Gerdau, em Divinópolis. Coronel Jovelino projetou e deu início à fundação da fábrica de cimento aqui em Arcos. Logo no início da execução, o projeto foi assumido por um grupo Francês chamado “Lafarge” que já estava em fase de término de sua fábrica em Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A chegada dos operários mudou a rotina dos Arcoenses, houve um aumento drástico da demanda de serviços. Os operários precisavam de ter suas roupas lavadas, por exemplo. Para isto, várias senhoras começaram a prestar serviços de lavadeira e tiveram nova fonte de renda. Os hotéis e as pensões não estavam preparados para absorver todos os trabalhadores, por isso, os Hospital de Arcos, que na época, estava em fase de construção, sem acabamento, foi adaptado para abrigar parte dos operários.
Contam os mais antigos funcionários da fábrica, que participaram de sua construção, que os equipamentos e os métodos de trabalho eram bem diferentes de hoje. Segundo eles, o emprego de tração animal era muito usado durante a construção. Muitos animais transportavam concreto e peças dentro do canteiro de obras da fábrica.
Tive a oportunidade de conviver com alguns dos homens que participaram desta construção, e todos eles lembravam saudosos dos tempos de trabalho duro, da convivência e das amizades com aqueles homens que trouxeram uma parte do progresso para aquela jovem cidade.
A fábrica iniciou a marcha no dia 28 de junho de 1962, uma quinta-feira (véspera de feriado). E às 11 horas da manhã, do dia 01 de julho de 1962, foi produzido o primeiro clínquer (material usado na produção do cimento), na fábrica de Arcos.
Hoje, Arcos se orgulha de sua vocação industrial. O calcário é uma de nossas principais fontes de arrecadação fiscal. Muito devemos àqueles que acreditaram na transformação da pedra bruta em riqueza e do calcário em desenvolvimento.
Hoje nossas indústrias empregam milhares de operários e movimentam a economia da região. Saem de nossas minas milhões de toneladas de calcário, transformados em todos os tipos de produtos. Fabricamos aqui, cimento, cal, pó calcário, adubos, carbonato de cálcio e vários sub-produtos. Nosso calcário se transforma e transforma a cidade em uma das mais promissoras cidades da região.
Jaime Pedrosa